quinta-feira, 29 de maio de 2008

Achem as criancinhas!!


Ontem descobri que tem uma hierarquia pra doação de órgãos. Além da urgência, são vistos fatores como tabagismo, alcolismo, comunismoobesidade...
Então proporei que nas contas de energia elétrica, cartazes e propagandas de TV exista também uma hierarquia para atender a demanda.
Crianças fugitivas seriam equivalentes aos tabagistas, ou seja, ficariam lá na rabeira da fila. Se fugiu, certamente foi de algo; dá o espaço pra uma mãe mais desesperada.
As mais novas teriam priodirade, porque crescem rápido e tem mais dificuldade de se virar sozinhas e lembrar de detalhes.
As criancinhas feias também teriam prioridade, porque as pessoas tem má vontade com as crianças feias e certamente o reencontro com as famílias deve demorar mais.
Vivo olhando na conta da CEB as criancinhas pra ver se acho uma. O detalhe que mais me chama atenção é que elas são azuis ou pretas e brancas, ou seja, fáceis de se identificar.
Fica aí o recado: sempre que ver uma criança azul na rua, chame a polícia porque com certeza ela é desaparecida e já foi impressa na conta de Luz!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Esmolinha na rua porcaria nenhuma!!!

Me estabeleci uma nova política agora: Não dou mais dinheiro pra esmoleiro. Quem quiser trabalhar eu ajudo, nem que seja vendendo balinha no sinal. Agora gente pidona que não se arrisca a parar de coçar o saco não dá!! Um que brasília tem programas sociais capaz de absorver todos, mas fazer o que se não é tão lucrativo quanto as ruas??

Cálculo simples:

Assumindo que o sinal, em média, fica aberto 2 (dois) minutos e fechado 1 (um) minuto.

Adimitindo que ele ganha R$ 1,00 (um real) por sinal fechado: (pra ser modesto, pq eles ganham bem mais)

1/3 de cada hora se constitui de sinal fechado pre eles aplicarem o golpe. Cara de coitado feita ele vão pegando seus reais e acumulam uns R$ 20,00 por hora no mínimo. Se """"""trabalharem""'""" como um ser humano mediano, ou seja: 8 horas faturam 160 pilas por dia. Multiplica isso por 22 (dias úteis) --> R$ 3.520,00 por mês sem impostoooooooooooooooooooooooooooooo, traduzindo: três mutherfucker mil mutherfucka quinhentos e vinte mutherfucka reais por mês limpinhos pra essa galera ir no motel 5 estrelas mais próximo todo dia e fazer mais filhos pidões e incrementar o negócio!!

Quer dar dinheiro pra vagabundo ainda?? Você que sabe, mas escolha com conhecimento de causa.

Peninha eu tenho é de mim!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Resposta à aristocracia.


Coisas que não não imagino mas de vez em quando acontecem:

- Eike Batista fazendo concurso público (se for pra seguir os passos segue direito porra).

- Pessoas achando que gente com salário 40% menor que o seu (que fez a mesmíssima prova de concurso e de curso de formação) , que não tem a mínima condição estrutural de trabalho, que fica com o trabalho cada vez mais acumulado por causa da saída dos colegas insatisfeitos o salário e que tem que viajarescoltado em alguns estados - por causa da receptividade dos caciques locais, esteja "descontando em quem os paga".

- Botar grevista e sindicalista no mesmo balaio.

- Pregar o liberalismo aos quatro cantos do mundo e achar lindo* que uma lei esquizofrênica diferencie as pessoas - e não suas respectivas competências. (Será que nas empresas e empreendimentos onde o Jorge Paulo Lemann é sócio rola uma MP que separa os funcionários sem nenhum critério e impede os bons das castas inferiores de progredirem?)

* Leia-se: não fazer porra nenhuma a respeito e criticar quem faz.

terça-feira, 25 de março de 2008

Yoñlu – Yoñlu – Yoñlu – Yoñlu – Yoñlu – Yoñlu – Yoñlu – Yoñlu – Yoñlu


Um dos fatos que mais me fizeram questionar o porque das coisas, foi o suicídio desse menino: Vinícius Gageiro Marques.
Li a reportagem na Rolling Stone Brasil (ao contrário do que um amigo meu diz, a revista é ótima, pode comprar sem medo), sobre o cara que tinha “tudo” na vida – família boa, colégio ótimo, popularidade, dinheiro, cultura, beleza... – e por conta de um quadro depressivo se matou. Não sei se o que me impressionou mais foi a aparente falta de motivo lógico ou a “calma e sensatez” que ele demonstrou ao executar o plano. Olha esse trecho da época:
Segundo essa reportagem, Vinícius criou uma fantasia para enganar os pais: a de um adolescente “normal”. Disse a eles que queria fazer um churrasco para os amigos, que estava interessado numa “guria”, que preferia não ter os pais por perto. Dias antes, pediu ingresso para um show que aconteceria depois de sua morte, iniciou um tratamento de pele, foi ao supermercado comprar a carne. Simulou um futuro onde não pretendia estar.
O mais irônico foi que, coincidência ou não, o método que ele usou pra se matar se chama “berbecue”, que em inglês quer dizer “churrasco”. Tinha tanto senso de humor, que até em sua morte fez uma piadinha. Piadinhas essas que eram muito populares entre seus colegas da escola, que até fizeram uma comunidade no orkut para ele.
Um dos principais dramas existenciais também acontecia com ele: A menina linda e popular intangível. Ela se chamava Luana, e, para ele – pelo que entendi –, era uma daquelas meninas que são nossas amigas por medo de declaração da nossa parte. O famoso, “ter esperança é melhor do que se decepcionar”, onde a vida de um adolescente se torna um infindável inferno feito de tentativas frustradas de declaração.
Mas sinceramente, o que eu acho (deixando claro que essa é apenas minha opinião, podendo ela não ter qualquer vínculo com a verdade), é que foi a depressão que o matou. Depois de ler o excelente livro “o demônio do meio dia”, e também de ter passado por uma experiência terrível com a síndrome do pânico, sei bem o que as pessoas sofrem em situação parecida. A felicidade no meu caso, foi a força que encontrei em Deus, ao que me parece, ele não tinha uma religiosidade desenvolvida.
O que me impressionou também foi a qualidade da música desse menino de 16 anos, e o potencial perdido para esse monstro que se chama depressão. Tem um espaço dentro da gente, que só Deus ocupa. Suponho o desespero que ele sentiu, quando descobriu que a felicidade não estava no sucesso de suas músicas na internet (tocadas até em festas na Inglaterra), na paixão adolescente, na popularidade ou em coisas do tipo.
Todos nós temos uma curiosidade a respeito da morte, que nos levam a olhar as marcas deixadas pelos que já se foram. Eu vi o diálogo que ele teve antes de morrer, consultando a respeito do suicídio e, o que me fez mais mal, a foto que ele postou das duas churrasqueiras acesas que colocou no banheiro de sua casa, para perguntar se “estava certo daquele jeito”.
Agora são dois Vinícius que nunca conheci pra ter saudade: o poetinha e o yoñlu. Aquele ao som de suas poesias. Esse ao som de Estrela, Luana e outras que me deixam saudoso da turma 303 do Colégio Rosário de Porto Alegre, mesmo não tendo estudado lá.

Baixe estrela aqui, e veja do que estou falando.

Carrossel

(...)
E pra quem está boiando, estou falando da melhor novela de todos os tempos junto com renascer: Carrossel.
Boa parte do meu subconsciente (porque o cérebro tava mesmo é no trabalho), ficou pensando nesse personagem quase relegado da novela. O cara era estudioso, educado, falava com todo mundo da sala, tinha uma casa bacana. Com certeza deu uns pegas na Mª Joaquina quando a inevitável puberdade chegou. Aliás estou seriamente pensando em fazer uma estória: Carrossel: uma década e meia depois!! Onde eu conto o que aconteceu com as pessoas.
Para adiantar já vou dar o destino de alguns:
- Firmino: Morreu e não foi substituído por ninguém. A escola agora trabalha com uma firma terceirizada, que para não dar chance aos funcionário (tb terceirizados) se apegarem as crianças, os trocam mensalmente.
- Jaime Palilo - Após uma grande briga e decepção com seu pai, Jaime foge de casa e vira Camelô. Como só tem dinheiro pra comer besteira, alem de gordo fica cheio de espinhas e com a cara toda esburacada. Tenta fazer chantagem emocional com os membros da patrulha salvadora, mas o único que lhe estende a mão é Jorge, que após assumir sua homossexualidade, também assume seu amor por Jaime.
- Mário - Não desenvolvi a história ainda, mas a única coisa que fiquei sabendo é que ele fica mais pobre e acaba tendo que dar o Rabito (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, foi mal, mas não consegui evitar o trocadilho com o cachorro mascote da patrulha salvadora).
Aguardem mais: CARROSSEL: 15 ANOS DEPOIS!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Dá-lhe Schummy!!


A história é real: Michael Schumacher dirigia seu carro de passeio às vésperas do GP da Europa quando resolveu, a 80 km/h, trocar a estação do rádio. Não percebeu que o trânsito havia parado e acertou em cheio a traseira de um caminhão --acidente, por sorte, que não machucou ninguém.
Ao descer da cabine e ver o famoso piloto, o caminhoneiro, surpreso, apenas pediu um autógrafo. E acrescentou que iria pintar uma inscrição em seu pára-choque abalroado: "Schumacher bateu aqui."

Duvida? Clica aqui.

quinta-feira, 20 de março de 2008

O que o Lula está fazendo com o Brasil

Trecho da reportagem sobre os males dos programas de auxílio à África
"Mas a pior conseqüência desse auxílio é que ele paralisa a auto-iniciativa e encoraja uma verdadeira mentalidade de mendicância tanto entre os poderosos quanto entre os impotentes. Todos esperam uma força externa para resolver o problema; todos estão esperando que chova esmolas sobre as suas cabeças em uma espécie de "culto aos cargueiros" moderno. Há alguns anos, fui abordado por um prefeito de uma pequena cidade moçambicana que me entregou uma lista e exigiu: "Preciso de cinco caminhões, um trator de esteira e algumas toneladas de cimento". Tal atitude é produzida pelo bom samaritanismo, e pode ser observada em todos os estratos da sociedade, das crianças de rua aos presidentes. Paradoxalmente, ela é reforçada por medidas de sucesso. Um padre em Mathare, uma favela de Nairóbi, contou-me uma história típica. Depois que a organização filantrópica da sua igreja recebeu água encanada e teve torneiras instaladas, um velho reclamou: "Mas quem vai me pagar quando eu carregar os baldes cheios d'água de volta para o meu barraco?"

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Chet

26/02/2008Um momento glorioso no crepúsculo de Chet Baker
John Vinocur

Há vinte anos, quando Chet Baker caiu para sua morte da janela de um quarto de hotel em Amsterdã, iniciou-se uma pós-vida que, em termos de sórdida e lúgubre, quase se compara à coisa real.As gravações de solos desanimados parecem ter sido gravadas em microfones de R$ 30 e vendidas como lembranças da decadência de Chet Baker, lascas autenticadas do caixão do trompetista viciado.O macabro atrapalhou o sentimento. A polícia determinou que a morte de Baker fora um acidente, mas não deu explicação definitiva para sua queda. Então, um produtor de televisão holandês trouxe uma equipe de sensitivos ao hotel para sentir a verdadeira história. De olhos fechados e mão na testa, o mundo do além enviou mensagens de violência, de briga e de uma mulher.Se você gostava da música de Baker, talvez risse ou vomitasse.Foram os excessos deprimentes, em vez de seu talento, que quase sempre dominaram a história de Chet.Como jovem músico de talentos melódicos excepcionais, sua beleza deprimida e voz levemente insinuante o tornaram famoso. Anos mais tarde, quando se aprofundou no instrumento e ficou famoso por suas tempestades de lirismo e emoção, o que ficou foi seu rosto destruído pelo vício, sua prisão, sua dentadura que caía, sua tendência à destruição vagando pelo que restava dos clubes de jazz da Europa.Vinte anos depois de sua morte, no dia 13 de maio de 1988, aos 58 anos, pode-se dizer que basta. Este espaço quinzenal, que é sobre a apreciação plena dos prazeres melancólicos defende que existe um CD duplo e um DVD de Chet Baker brilhantes o suficiente para abafar as histórias aberrantes.O álbum com um quarteto chama-se "Chet Baker in Tokyo", e o DVD, contendo duas faixas adicionais: "Chet Baker: The Complete Tokyo Concert".O material foi gravado ao vivo em junho de 1987, cerca de onze meses antes sua morte.A apresentação impressiona porque envolve, no nível mais alto, o que as pessoas disseram que Chet sabia fazer - tocar baladas com eloqüência quase dolorosa, poética - e o que muitos disseram que ele não poderia: tocar forte até fazer o trompete soar sua essência.Isso significava, usando a frase de Art Farmer, um contemporâneo que quase desprezava Baker, "tocar como se estivesse reunindo as tropas".Em "Four", uma canção de Miles Davis, ou em "Arborway", do músico brasileiro Rique Pantoja, Baker, entrando e saindo sem esforço do tempo duplo, toca frases de crescente intensidade e originalidade que o retratam como um corajoso músico de bop.Em "Almost Blue", de Elvis Costello, Baker mostra seu desejo de segurar-se à melodia quase como se estivesse lendo uma pauta musical. Com seu som e ritmo, a faixa demonstra o que Charlie Parker chamou de aquela forma de tocar "doce, suave e ainda assim direta e honesta daquele gatinho branco".Em "My Funny Valetine", a marca de Baker e sua melhor música, a emoção e o veludo estão presentes em breve vocal, mas também estão trompetes fortes e agressivos, em contraste.Não é o chamado às tropas, mas é jazz em toda sua força. É Baker com duas vozes super-impostas. É como se Chet, colocando de lado os anos de destruição, dissesse: este é o músico que sou.O concerto de Tóquio me fascinou e emocionou como quando Miles Davis, em sua decadência, tocou "Time After Time", ou como Stan Getz, não muito antes de sua morte, fez nos álbuns "Serenity" e "Anniversary" com Kenny Barron.São desempenhos de remissão musical. São desempenhos de tamanha qualidade e sinceridade que dão uma sensação de contentamento e completude.Como isso aconteceu com Baker, que nunca derrotou (ou de fato combateu) seu vício?Perguntei sobre a sessão tanto a Harold Danko, pianista de Chet e hoje diretor do departamento de estudos de jazz da Escola de Música Eastman em Rochester, Nova York, e a Hein Van de Geyn, excelente músico holandês que era baixista de Baker na época.Dank, que tocou solos e acompanhamentos soberbos, disse que o bom desempenho teve a ver com a sensação de união da banda e com a confiança e conforto que Baker sentia com ela, em vez das sessões de ritmo usuais, de músicos desconhecidos locais.Assim, o resultado ficou a quilômetros de distância das sessões de gravação nas quais o produtor encomendava um disco, alguém escutava Sinatra e escrevia as letras para Chet cantar dez minutos depois. Ou uma gravação encomendada de dois lados de 50 minutos em que Baker olhava para o relógio e parava no meio do coro porque já estava em 103 minutos.Também é fato - e não há como fugir - que, durante as três semanas em que Baker excursionou pelo Japão, ele estava tomando metadona, por respeito às leis rigorosas do Japão contra narcóticos e a dificuldade de obter heroína.Eu assisti a uma parte do concerto em DVD com Van de Geyn em sua casa em um canal em Dordrecht, perto de Roterdã. Enquanto Baker tocava linhas longas e fluentes, e continuava sem parar, Van de Geyn sorria e abria os braços ao máximo.A música era imensa."O Japão foi algo completamente diferente", disse ele. "Estava corado. Ele de fato comia. Ele bebeu um pouco de conhaque. Estava falante. Estava na melhor forma que jamais o vi."Para Danko, Baker viu-se por uma vez tocando para pessoas que não estavam esperando secretamente que errasse. "Era algo fresco, que fluía sempre."Não havia julgamentos morais de assistentes sociais. Um músico lendário maravilhoso, na maior parte da vida miserável, se recompôs para um momento final não muito conhecido que está vivo e brilhante.Baker, é claro, era honesto consigo mesmo. No aeroporto antes de deixar Tóquio, segundo contam, Peter Hujits, gerente de estrada do quarteto, vibrava com a turnê e seus resultados. Chet respondeu-lhe que mal podia esperar "para voltar para Paris e ficar louco".Eu perguntei a Van de Geyn sobre isso. "Soa absolutamente verdadeiro", disse ele. Tradução: Deborah Weinberg
Visite o site do International Herald Tribune

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Vovó Ondina

Por: João Barone (no site ofical dos paralamas)
NO ÚLTIMO DIA 30 de agosto...
...Os Paralamas promoveram um evento muito especial: um show de despedida do apartamento da lendária Vovó Ondina, que vai ser vendido.
Vovó Ondina foi a maior incentivadora dos Paralamas em seus primeiros dias.
Como todo mundo sabe, era nesse apartamento em Copacabana, no fim da rua onde os pais do Herbert também moravam, que rolavam os ensaios no início da banda, nos fins de semana, sempre com a Vovó Ondina segurando a onda dos vizinhos incomodados com o barulho... Tocávamos num quarto de fundo do prédio, mas sem isolamento nenhum. Era um zoêira considerável. Na real, pobre de quem queria descansar no sábado e domingo de tarde... Ela conseguia dispensar até a polícia, que chegava depois das reclamações dos vizinhos. Quando os guardas viam aquela velhinha simpática dizendo que o som alto não incomodava a ela, ficavam sem a menor "moral" e os ensaios continuavam (obs: claro que antes das oito da noite, já tinha terminado tudo...). Até fins de 84, ensaiávamos lá neste quarto, depois que colocamos um praticável para a bateria e umas cortinas nas paredes para abafar o volume. Mesmo assim, só podíamos ensaiar até a hora do Jornal Nacional... Nas sextas, rolava um jantar de família, sempre lembrado pelas pizzas e sorvete... Bons tempos da junky food...
Por tudo isso, dá pra imaginar a carga de emoção que rolou neste "show de despedida", pois o ap da Vovó foi enfim "desativado" e vai ser vendido pela família, depois que ela nos deixou em 1999.
Foram convidados parentes e amigos mais chegados para o evento, reunindo uma platéia numerosa, compactada nas dependências do agora "famoso" ap...
Chegava a lembrar os ensaios de antigamente, só que desta vez, em grande estílo. Na ampla sala do ap, colocamos nossos instrumentos e tocamos por mais de 3 horas seguidas! Começamos às 7 e paramos às 10. A "seleta" platéia se emocionava a cada música, certas de estarem presenciando algo especial... Tocamos de tudo: "My Way" na versão do Sid Vicious, Clash, Police, Stray Cats, Led Zep, Who, Hendrix, Cream, Paralamas pré-cambriano ( Pingüins, Patrulha Noturna, Encruzilhada, Rodei de Novo), etc...
Para nossa surpresa, a vizinhança "anônima" - que incluia prédios vizinhos e do outro lado da rua, desta vez não reclamou. Muito pelo contrário: entre uma múscica e outra, os "anônimos" se "mostravam", batendo palmas, gritando e assoviando pedindo mais!
Anônimo também foi quem acabou chamando a polícia mais uma vez... Da janela da sala, convidados avisavam que uma viatura da polícia estava lá em baixo. Suspense! Afinal, desta vez Vovó Ondina não estava lá para nos acobertar... De qualquer forma, já era perto das 10 da noite e estavamos encerrando o showzinho, para desgosto da maioria da vizinhança que parecia estar adorando tudo e pedindo mais!
Num gesto de extrema consideração, colocamos a caixa de som do microfone do Herbert para fora da janela. Ele fez um pequeno e emocionante discurso, avisando do fim do "barulho", explicando o que estava acontecendo e agradecendo pela compreensão de todos. As palavras de Herbert ecoaram pelas ruas de Copacabana, subiram pelos prédios até chegar lá no céu, onde Vovó Ondina devia estar vibrando com o maior de todos os ensaios que já rolaram na sua casa... VALEU VOVÓ!!!!!!!
Quanto aos guardas, nos disseram que eles ficaram de voltar mais tarde, quando souberam que se tratavam d'Os Paralamas fazendo um showzinho...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cai mais um argumento Claudiano

"A transmissão do jogo Corinthians x Barueri (1 a 1) jamais será esquecida pela Rede Globo. E a lembrança será dolorosa, segundo os dados de ibope, antecipados nesta quinta-feira por Ooops!."

Veja tudo aqui.