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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vassoura atrás da porta.

Que tristeza é essa que vem companheira?

Se traveste de nostalgia e ganha espaço dentro de minha alma

E abre espaço pra saudade do tipo mais triste

A que vem só, desacompanhada de sujeito ou objeto e toma uma parte de mim.


Que tristeza é essa? Um anjo triste que tenta me abraçar mas que sufoca

E tira o ar do coração – que por falta de ar fica apertado e busca uma distração

Vejo as coisas como se minha visão fosse uma projeção (antiga)

Sinto o mundo girar mais rápido

Tento entender – e desisto mais uma vez


Que tristeza é essa?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Bizarro



Não sei porque, mas lembrei agora da versão rap que a dercy gonsalves fez pra rock das aranhas do raul seixas. Foi a coisa mais macabra que eu já vi alguém fazendo na vida (e olha que eu conheço o cara que "namorava" com uma cabrita)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Mulher com problema!!



Escrito antigo do Jardel Seba, que resgatei do blog antigo!!

Mulheres & Problemas

Uma tira histórica dos Skrotinhos, do Angeli. Os dois personagens entravam no bar e chegavam junto de uma morenaça encostada no balcão: "E aí, gatinha, vai rolar?" No que a moça respondia, com o semblante meio fechado: "Sei lá, cara, eu estou com um problema... eu estou super com problema!" Um virava para o outro e dizia: "Vamos embora, eu odeio mulher com problema!"

A mulher com problema é uma conhecida instituição social. Problema todo mundo tem. Mas a mulher com problema é alguém que transcende a esse fato. Um ser atormentado por natureza, sempre sob tensão, com a nuvem negra acima dos ombros. É aquela que aproveita qualquer situação para fazer um tratado filosófico a respeito de algo que a atormenta no universo. Ela leva tudo a sério demais, inclusive a si própria. Há sempre algo maior, mais importante, a vida nunca pode ser simples. É aquela que tem sempre uma questão a dissecar, uma missão a concretizar, um papo meio cabeça para engatar nas piores horas. A que, quando tropeça, teoriza que o mundo conspira contra ela pelo fato de ser mulher, independente e bem resolvida, e que a sociedade machista e hipócrita é responsável pela pedra solta no chão. É aquela para quem você diz "adorei o filme" e ela responde "não, cara, essas megaproduções hollywoodianas trazem à tona uma falsa realidade, uma coisa alienante". Para quem você diz "o almoço estava bom" e ela diz "o homem vê a mulher como uma mera cozinheira por uma questão cultural que atravessa séculos...". Para quem você diz "e aí, tá rolando?" e ela responde "a questão não é essa, meu corpo precisa ser entendido como uma extensão da minha alma...". Não adianta; haja o que houver, ela tem um problema. A mulher com problema sofre de uma incurável falta de senso de humor, acima de tudo.

Há muito tempo, quando eu era adolescente, as mulheres com problema, todas, sonhavam em ser atriz. Era a maldição da Maria Mariana: bastava alguém chegar perto para a mocinha no Baixo Gávea afirmar: "Eu sou atriz", "Estou ensaiando uma peça", "Faço um trabalho de expressão corporal". A MM passou, o trauma não; até hoje sinto um certo pânico ao perguntar para uma moça o que ela faz da vida.

Fato é que, de alguns anos para cá, as mulheres com problema deixaram o curso do Teatro Tablado e invadiram a música pop. Basta olhar em volta. Para ser uma cantora bem sucedida, não basta que a moça cante bem, seja bonitinha, trabalhe com bons arranjos, toque algum instrumento, tenha carisma; ela precisa ser uma mulher com problema. A Alanis Morissete talvez seja um exemplo óbvio demais, quase caricato, mas que funciona: a moça é apresentável, canta razoavelmente, tem a mínima noção do que está fazendo, mas nada disso importa muito, no fim das contas. Se ela mudar de banda, ninguém nota. Se ela cantar num tom mais grave, talvez só os fãs mais dedicados se incomodem. Se adotar uma postura mais enérgica no palco, pouca diferença fará. Mas se ela parar de resmungar contra ex-namorados, você a reconhece? Se o mundo subitamente passar a ser bom com ela, é ela ainda? Este não é um caso isolado. O lado feminino da música pop virou uma grande Vila Madalena: ora elas divagam sobre o mundo que conspira contra elas, ora elas resmungam contra os homens – aquele jeitão meio Marie Claire de ser.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ian McCullock

Da série: porque o ian McCullock é meu ídolo.

S&Y: Anos atrás você disse que fazia canções buscando compor a melhor música de todos os tempos. Você dizia que "The Killing Moon" chegava perto, mas não era "a" música. Como está a busca?

IM - Eu encontrei as onze melhores músicas de todos os tempos e estão todas reservadas para o meu próximo álbum solo, que sai em maio (risos). Bem, talvez "Ocean Rain" seja essa música. Toda vez que eu a toco, sinto algo inexplicável, e muitos jornalistas falam isso também. Mas "The Killing Moon" e "Nothing Lasts Forever" também estão no páreo. Ah, e todas as canções do álbum "Flowers". (risos).

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ian McCullock


26 June, 2003 - 21:02
Da série: porque o Ian McCullock é meu ídolo.
S&Y: Anos atrás você disse que fazia canções buscando compor a melhor música de todos os tempos. Você dizia que "The Killing Moon" chegava perto, mas não era "a" música. Como está a busca?
IM - Eu encontrei as onze melhores músicas de todos os tempos e estão todas reservadas para o meu próximo álbum solo, que sai em maio (risos). Bem, talvez "Ocean Rain" seja essa música. Toda vez que eu a toco, sinto algo inexplicável, e muitos jornalistas falam isso também. Mas "The Killing Moon" e "Nothing Lasts Forever" também estão no páreo. Ah, e todas as canções do álbum "Flowers". (risos).

A verdade Continua

Fui no google ver o que aconteceu no dia em que nasci e descobri algo muito triste: o mundo estava de greve. Puta que la merda, não aconteceu absolutamente NADA nesse dia. NADINHA!!!!! Nem os grilos cantaram. Que tristeza!!!
Marcelo desiludido

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Leadbelly




22/08/2003 - 04h34
Folk de Leadbelly empresta voz à arte vinda das penitenciárias
GUILHERME WERNECK
da Folha de S.Paulo
A atração pela música original criada dentro das prisões tem início bem antes do surgimento do rap. Um artista central para a divulgação dessa música que combina desespero e esperança é o americano Leadbelly.
Descoberto pelo folclorista John Lomax e por seu filho Alan, em 1933, em uma prisão estadual da Louisiana, Huddie "Leadbelly" Ledbetter é um dos primeiros cantores de blues a cativar um público branco, já nos anos 30.
Mais tarde, seu blues influenciou boa parte da geração de roqueiros e músicos folk dos anos 60, de Bob Dylan a Rolling Stones.
Uma das melhores compilações de canções de Leadbelly, "Take This Hammer", quinto volume da série "The Secret History of Rock & Roll", chega agora ao Brasil.
O disco reúne 26 faixas gravadas em 1940 para a RCA, em dois grupos de canções. O primeiro compila faixas em que o cantor é acompanhado pelo grupo vocal Golden Gate Jubilee Quartet. O interessante do encontro é a contradição entre o cantor marginal e um grupo de relativo sucesso, que se apresentava de smoking para platéias brancas. Mas o casamento dos dois é sublime e produz uma das melhores gravações do clássico "Midnight Special".
O segundo grupo de canções reúne gravações solo do cantor, acompanhado somente por seu violão. São folk blues de Leadbelly e canções tradicionais, em interpretações antológicas.
Remasterizado com capricho, o álbum é essencial para quem ama o blues e o folk.

terça-feira, 25 de março de 2008

Carrossel

(...)
E pra quem está boiando, estou falando da melhor novela de todos os tempos junto com renascer: Carrossel.
Boa parte do meu subconsciente (porque o cérebro tava mesmo é no trabalho), ficou pensando nesse personagem quase relegado da novela. O cara era estudioso, educado, falava com todo mundo da sala, tinha uma casa bacana. Com certeza deu uns pegas na Mª Joaquina quando a inevitável puberdade chegou. Aliás estou seriamente pensando em fazer uma estória: Carrossel: uma década e meia depois!! Onde eu conto o que aconteceu com as pessoas.
Para adiantar já vou dar o destino de alguns:
- Firmino: Morreu e não foi substituído por ninguém. A escola agora trabalha com uma firma terceirizada, que para não dar chance aos funcionário (tb terceirizados) se apegarem as crianças, os trocam mensalmente.
- Jaime Palilo - Após uma grande briga e decepção com seu pai, Jaime foge de casa e vira Camelô. Como só tem dinheiro pra comer besteira, alem de gordo fica cheio de espinhas e com a cara toda esburacada. Tenta fazer chantagem emocional com os membros da patrulha salvadora, mas o único que lhe estende a mão é Jorge, que após assumir sua homossexualidade, também assume seu amor por Jaime.
- Mário - Não desenvolvi a história ainda, mas a única coisa que fiquei sabendo é que ele fica mais pobre e acaba tendo que dar o Rabito (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, foi mal, mas não consegui evitar o trocadilho com o cachorro mascote da patrulha salvadora).
Aguardem mais: CARROSSEL: 15 ANOS DEPOIS!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Vovó Ondina

Por: João Barone (no site ofical dos paralamas)
NO ÚLTIMO DIA 30 de agosto...
...Os Paralamas promoveram um evento muito especial: um show de despedida do apartamento da lendária Vovó Ondina, que vai ser vendido.
Vovó Ondina foi a maior incentivadora dos Paralamas em seus primeiros dias.
Como todo mundo sabe, era nesse apartamento em Copacabana, no fim da rua onde os pais do Herbert também moravam, que rolavam os ensaios no início da banda, nos fins de semana, sempre com a Vovó Ondina segurando a onda dos vizinhos incomodados com o barulho... Tocávamos num quarto de fundo do prédio, mas sem isolamento nenhum. Era um zoêira considerável. Na real, pobre de quem queria descansar no sábado e domingo de tarde... Ela conseguia dispensar até a polícia, que chegava depois das reclamações dos vizinhos. Quando os guardas viam aquela velhinha simpática dizendo que o som alto não incomodava a ela, ficavam sem a menor "moral" e os ensaios continuavam (obs: claro que antes das oito da noite, já tinha terminado tudo...). Até fins de 84, ensaiávamos lá neste quarto, depois que colocamos um praticável para a bateria e umas cortinas nas paredes para abafar o volume. Mesmo assim, só podíamos ensaiar até a hora do Jornal Nacional... Nas sextas, rolava um jantar de família, sempre lembrado pelas pizzas e sorvete... Bons tempos da junky food...
Por tudo isso, dá pra imaginar a carga de emoção que rolou neste "show de despedida", pois o ap da Vovó foi enfim "desativado" e vai ser vendido pela família, depois que ela nos deixou em 1999.
Foram convidados parentes e amigos mais chegados para o evento, reunindo uma platéia numerosa, compactada nas dependências do agora "famoso" ap...
Chegava a lembrar os ensaios de antigamente, só que desta vez, em grande estílo. Na ampla sala do ap, colocamos nossos instrumentos e tocamos por mais de 3 horas seguidas! Começamos às 7 e paramos às 10. A "seleta" platéia se emocionava a cada música, certas de estarem presenciando algo especial... Tocamos de tudo: "My Way" na versão do Sid Vicious, Clash, Police, Stray Cats, Led Zep, Who, Hendrix, Cream, Paralamas pré-cambriano ( Pingüins, Patrulha Noturna, Encruzilhada, Rodei de Novo), etc...
Para nossa surpresa, a vizinhança "anônima" - que incluia prédios vizinhos e do outro lado da rua, desta vez não reclamou. Muito pelo contrário: entre uma múscica e outra, os "anônimos" se "mostravam", batendo palmas, gritando e assoviando pedindo mais!
Anônimo também foi quem acabou chamando a polícia mais uma vez... Da janela da sala, convidados avisavam que uma viatura da polícia estava lá em baixo. Suspense! Afinal, desta vez Vovó Ondina não estava lá para nos acobertar... De qualquer forma, já era perto das 10 da noite e estavamos encerrando o showzinho, para desgosto da maioria da vizinhança que parecia estar adorando tudo e pedindo mais!
Num gesto de extrema consideração, colocamos a caixa de som do microfone do Herbert para fora da janela. Ele fez um pequeno e emocionante discurso, avisando do fim do "barulho", explicando o que estava acontecendo e agradecendo pela compreensão de todos. As palavras de Herbert ecoaram pelas ruas de Copacabana, subiram pelos prédios até chegar lá no céu, onde Vovó Ondina devia estar vibrando com o maior de todos os ensaios que já rolaram na sua casa... VALEU VOVÓ!!!!!!!
Quanto aos guardas, nos disseram que eles ficaram de voltar mais tarde, quando souberam que se tratavam d'Os Paralamas fazendo um showzinho...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Site legalzinho

Legalzinho, a do pneu é a melhor.

Filmes educativos


HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Me amarro em nomes de filmes pornôs que pegam uma carona nos amigos famosos.
Outro dia estava conversando com o dono da locadora, e ele me contou as pérolas (obs: junto com elas tem os nomes que eu vi o pessoal dizer, de brincadeira, que vão lançar).
Jurassic Peitos
Cônicos e cônicos
Super-Homo
O exterminador do Pau duro
Chavasques : Uma aventura anal na Vila
Jorrada nas estrelas (KKKKKKKKKKKKKKK)
Metrix
Piróquio (HAHAHAHAHAHAHAHA, minha barriga tá doendo é sério!!!)
M.I.B.-Membros In Bunda
Planeta dos buracos
O Senhor dos anais: A irmandade do Anal
Lisbela e o piranheiro
O homem que o cu piava
A viga extraordinária
A mão que balança o Bráulio
Mula Ruge
Forrest Lambe
Lendas do Bengão
CãES de aluguel (AHAHAHAHAHAHAHAHAHA)
Nunca te vi, Sempre te carquei
HAHAHAHAHAHAHAHA como a mente humana é fera.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Pedrinhas na calçada

Confesso que sou um cara esquisito. Na verdade acho que todo mundo é. Mas ultimamente, minha esquisitice é justamente ficar reparando nas minhas esquisitices. Descobri por exemplo que tenho fixação por pedrinhas chutadas na calçada; calma, eu explico: se alguém está chutando uma pedrinha, lata, rocha, ou seja lá o que for, esse fato me desperta um inveja poucas vezes vista.

Fico de olho na pedrinha, até que o pobre cidadão pare de chutá-la. Quando vejo que a pessoa se foi, vou ali e fico por um tempo contemplando a pobrezinha, que antes foi usada para divertir uma pessoa sem coração. Depois de admirar a pedrinha um pouco (admiração que pode durar frações de segundo a bem da verdade), passo eu a chutá-la. Se for o caso, carrego ela comigo, porque tem alçadas que não tem comprimento nem para duas chutadelas.

Agora sim, a pedrinha tem a atenção que merece, a ai de quem tentar chuta-la também: será alvo de minha ira eterna (que geralmente dura uns trinta segundos). Mas depois de umas boas chutadas, meu coração começa a sentir um peso triste: vai chegando a hora despedida.


Não tenho vocação para ser aquelas tias velhas que cuidam de 30 gatos em casa, quanto mais a ser guardador de pedras (embora muita gente, por outras razões, ache que eu tenha vocação para ser pedreiro, esta nobre profissão que é a alegria, e a mãe, dos chutadores de pedrinha). A última chutada sempre é a mais longa, e geralmente a mais mirada; não quero que ninguém fique chutando as pedrinhas que chutei por aí, quero ser inesquecível!!! (pelo menos para aquela pedra). Se for pedra eu chuto pro meio da grama (onde presumo correrá menos risco de novas chutadas), mas se for uma latinha, bolinha de papel ou algum tipo de lixo (me sinto mal a chamar de lixo algo que me deu tanta alegria!!), faço questão de jogar na primeira lixeira que achar. Imagino (talvez para me senti menos culpado) que na lixeira a latinha (ou qualquer outro lixo) vai poder contar suas aventuras, e virará aquele amigo do seu amigo (que ele sempre fala mas você nunca viu), que sempre vive as maiores aventuras do mundo. Vou embora, depois de ter vivido os 30 segundos mais infantis e puramente felizes do dia. Pensando bem, até que é bom ser esquisito.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Coisas que aprendi em 2003

29 December, 2003 - 10:33

Tem coisas que são únicas na vida. Têm coisas que alem de serem únicas, são especiais. Coisas difíceis de esquecer, mesmo que a gente as vezes queira ou precise. Existem coisas bonitas e atraentes, mas que nos fazem mal. Existem coisas que nos fazem sofrer, mas no final das contas são boas. Acho que aprendi algumas coisas em 2003. Desencanei do que, espero, seja a minha última paixão poética por muito e muito tempo. Aprendi finalmente que tenho que gostar de quem gosta de mim. Aprendi que brincar com o sentimento dos outros, mesmo que seja para alimentar a vaidade, é uma merda e que isso não fica impune da lei da ação e reação. Aprendi que tenho menos amigos do que pensava. Aprendi que a impaciência é a pior das agressões, e por causa disso, muitas vezes sou agressivo. Aprendi que sou diferente do que penso que sou. Aprendi que elogios não querem dizer muita coisa, principalmente quando são comparados a gestos. Aprendi a repeitar mais ainda as pessoas por suas diferenças. Aprendi com gonzaguinha, a não ter vergonha de ser feliz, porque muitas pessoas já tem essa vergonha por mim. Aprendi a confiar em Deus. Aprendi um pouco mais sobre mim, mas ainda não sei quem sou, e espero nunca saber totalmente: como ouvi do Márcio uma vez, estou velho demais para saber de tudo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Minha Avó querida!!

Achei esse escrito antigo no meu blog anterior. Saudade da minha avó demais!!!

27 January, 2004 - 13:22

Ontem dia 26/01/2004 minha avó por parte materna morreu. Acordei com a minha mãe, que tinha acabado de voltar de Goiânia, chorando e pedindo para eu acordar. Acordei e resolvemos ir pra casa da minha tia contar pessoalmente. Ligamos para o Zé, marido dela, e pedimos pra ele deixar a porta aberta. Entramos, contamos e de lá já fomos direto pra casa pra fazer as malas e ir pra Goiânia. Minha mãe não se perdoava por não estar lá na hora, mas conversei com ela, e realmente achava que ela tinha que estar do nosso lado qdo acontecesse isso. Não conseguimos falar com o Camilo, companheiro da minha mãe, e quando ele ligou já estávamos com 1/3 da vigem feita. Pra minha mãe não ter mais preocupações, esperei na metade da estrada e segui viagem com ele. Chegamos lá, e minha mãe estava elétrica, afinal no último mês tentaram furtar a casa umas 3 vezes, sendo que uma conseguiram. Deixamos o segurança na casa e seguimos para o cemitério, um dos mais bonitos que já vi, até porque é padronizado, e não há ostentação. Quando chegou o caixão da minha avó, tinha pouca gente pra carregar, mas pomos na bancada.

Ela estava ali, com aquele semblante de sempre, mas com cara de quem sofreu muito. E como sofreu. Desde o começo da vida levando porrada. Depois de um tempo descobriu que tinha Chagas, reumatismo e pressão alta. Já com (quase todos) os filho encaminhados teve o primeiro derrame. Nada sério e conseguiu se estabelecer. Alguns anos depois teve o segundo, e ficou com metade do corpo paralisada. O terceiro já teve no hospital e terminou de paralisar o corpo. O que mais me dói é que ela sofreu pra cacete. Nada que os médicos davam pra ela dormir ou relaxar surtia efeito. Ela não conseguira ver, ouvir, falar, mas estava consciente de tudo que acontecia e sentia tudo, principalmente dor. Fiquei sabendo que a enfermeira da UTI teve uma crise de choro pelo sofrimento da minha avó, e que o médico disse que em toda sua carreira nunca tinha visto nada parecido.

Eu sinceramente não achava que seria dessa vez, porque ela já tinha passado por tanta coisa que nem me lembro de tudo. Mas foi.

Nunca fui muito próximo da minha avó, no verdadeiro sentido da palavra. Mas sempre gostei muito dela, sempre a achei uma pessoa muito correta, batalhadora e ética. Sempre liguei nas datas especiais e ela sempre deu muito valor a isso. Uma coisa que nunca vou me esquecer, foi uma vez que ela deu R$ 50,00 reais pra mim e R$ 50,00 pra minha irmã, sendo que ganhava R$ 180,00 de aposentadoria. Eu, criança, agradeci como se fosse um presente a mais de natal, sei lá, não dei o valor que o presente merecia, e me arrependo muito por isso. Pra falar a verdade choro toda vez que me lembro disso. Depois que ela morreu caíram muitas fichas. A primeira é de que eu na existiria se não fosse ela, e a segunda é a de que realmente não tratamos os idosos como eles merecem ser tratados. Não que eu tenha destratado minha avó, mas também acho que nunca dei a atenção que ela merecia. Nós “jovens” temos muita impaciência com quem não é rápido e esperto como nós. As histórias e experiência dos mais velhos também parecem desinteressantes. Mas aquele clichê de só darmos valor ao que não temos ou que perdemos é verdadeiro.

Me sinto também a bola da vez cada vez que um familiar morre. Agora por exemplo não tenho mais nenhum avô ou avó. Daqui a pouco vai estar na minha vez. Espero sinceramente que as pessoas tenham mais paciência comigo do que eu tive com alguns idosos. Sei lá, isso é uma merda de falar. Fica parecendo que fui um nazista com a minha avó, mas não foi nada disso; não foi o que eu fiz, foi o que eu não fiz.

No enterro dela fiquei triste pracas, mas alem disso fiquei pensativo com um monte de coisas.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Essa vem o fundo do baú!!


Essa vem de um dos blogs que eu mais gosto: http://www.geocities.com/meucerebrodoi/


Historinha do carnaval de Anchieta, número 2: Certo dia de carnaval, o Sandro, uma das pessoas mais engraçadas que conheço, resolveu usar um chapéu de Mickey Mouse e óculos escuros espalhafatosos. E foi para a praia com esses acessórios. Na volta, ao embarcar no ônibus Castelhanos-Anchieta, vê um monte de gente da Torcida Jovem (do Vasco?) olhando para ele com curiosidade. Um dos líderes do grupo, visivelmente alterado pelo álcool, deu a ordem: O Mickey não vai pagar, porque ele tá aqui pra alegrar as criancinhas! E todo o bando começou a bater na lataria do ônibus gritando
- O MICKEY NÃO PAGA! O MICKEY NÃO PAGA!
Mas não teve jeito, o cobrador não liberou. A torcida mudou a musiquinha para
- COBRADOR F.D.P., FEZ O MICKEY PAGAR!!!!!!!

With or Without you - direto do blog anterior


With or without you - U2

Pra mim essa música é uma das tentativas de declaração de independência de amor das mais doloridas que existem.
O começo é doloroso, por tentar fazer ver a pessoa amada que, apesar de vida delas estar uma droga, ainda há esperança (no sentido da espera pela outra parte da outra parte).
Ela vai crescendo em uma agonia dolorosa, como também cresce a intensidade dos amores não correspondidos.
O desânimo é patente quando o protagonista desanima pela simples entrega – desistência da pessoa amada.
Ele então sente o cansaço de suas mãos, e depois de perder o que mais lhe era precioso, ele descobre que devotou tanto tempo e atenção a ela que não tem mais nada – perdeu tudo.
Mas o desânimo é tão grande, que ele não pode mais suportar. Mesmo com ela, o protagonista não vê mais saída. Não importa se com ou sem ela: ele não pode viver.
Essa pra mim é a nota mais triste: como pessoa que não é muito expert em inglês, sempre imaginei “I CAN LIVE, with or without you”
Ver a verdade as vezes dói.
Mas pra mim o que dá esperança a música é a tentativa desesperada de se sair do estado depressivo – lembrando que depressão não é tristeza, e sim a ausência de sentimentos.
Aquele grito desesperado, retorna uma dor até desejável, já que sentir dor é sentir alguma coisa, o que, no estado de depressão é maravilhoso”

With or without you, posso dizer que hoje essa é a análise que faço dessa letra. Será que muda amanhã?