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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"There is a dark that never goes out" ou o Pânico no dia a dia


Acima: eu e minha nova amiga - a Síndrome do Pânico

Bem, muitos têm me perguntado porque meu blog está meio parado ultimamente. A resposta é simples: precisei de um tempo para me dedicar a minha saúde.
Tive uma recorrência de uma das piores coisas que pode acontecer com alguém: ataque de ansiedade (ou síndrome do pânico).
assim como muitas coisas na vida, é algo em que só se crê (e realmente se têm noção) quando você está tendo... e olhe: não é nada agradável.
O coração dispara, o estômago embrulha, o peito aperta, a cabeça zune, as mãos formigam e a certeza da morte é algo tangível (e parece questão de segundos).
Nada mais natural do que ir para o hospital tentar ver se ainda há tempo para algo.
Mas como tudo na vida, isso passa, e só resta a devastação psicológica e emocional e o medo da volta medo dos medo (ahhhhh Mister M).
E como sempre, Deus é muito solicitado nessas horas; e quer saber? Que bom que Ele não é humano como nós nem nos ignora como O ignoramos (quando estamos bem)!
Depois as peças vão se juntando, e então, com a ajuda da família e dos amigos, uma vida de oração, análise e remédios, você acorda e vê o quanto as coisas estão erradas... Que grande parte do seu medo de morrer, vinha da obra que você deixaria por aqui, incluindo aí as promessas e pactos não cumpridos.
Percebe também, a benção que é ter encarado a morte sem ter chegado perto dela, como parte de uma coisa muito real, mas meramente mental. Que privilégio e benção é ter uma chance de repensar a vida sem um risco real de perdê-la!!
E as coisas mudam totalmente de perspectiva: no pior da crise, ir até a quadra vizinha me exigiu muito mais do que enfrentar um teatro nacional lotado, cara a cara com a platéia!! Falar ao telefone era muito mais desconfortável que um dia de trabalho!!
Aí você entende que o tipo de medo, não tem absolutamente nenhuma reação com a quantidade de quem o sente, ou seja, passa a entender muito melhor a limitação das pessoas - e respeitar isso!
Claro que ainda estou longe de ser o exemplo de santidade, coragem, paciência e compreensão, mas sinto de verdade, que mudei bastante, e estou aproveitando essa belíssima oportunidade que Deus me deu.
Nesse momento, estou com dor de coluna (lombar), resfriado pra caramba e com falta de ar (causada pela ansiedade)... e só!!!
Minha vida está maravilhosa, tenho uma família que amo, estou tendo acesso ao melhor tratamento possível, minha namorada está cada vez mais sensacional, meu trabalho está melhorando a cada dia, tenho cuidado cada dia mais de minha saúde (e gostado disso)... enfim, estou ótimo apesar das coisas ruins!
Agradeço imensamente a Deus pela "chacoalhada" e peço força e sabedoria para tirar o melhor dela.
O resto é o resto.

segunda-feira, 9 de março de 2009

É o estilo Brasileiro ganhando o mundo!!

Os juízes torcedores já não tem tanta vergonha assim.
Veja essa:

09/03/2009 - 11h49
Árbitro erra em pênalti e pede para goleiro defender cobrança

da Lancepress
Por alguns instantes, o árbitro Peter Vervecken deixou o apito de lado e virou torcedor em partida pelo Campeonato Belga. Ao ver que havia marcado equivocadamente um pênalti para o Gent, o juiz foi até o goleiro Ardouin, do Tubize, e pediu que ele defendesse a penalidade.
"Depois de assinalar o pênalti, o árbitro me disse para defendê-lo. Ele me implorou para que defendesse. É a primeira vez na minha carreira que se passa algo assim", revelou o goleiro.
Vervecken reconheceu após a partida ter errado no lance. Ele, no entanto, disse que não acredita ter feito nada de errado ao incentivar o goleiro Ardouin.
"Admito que não houve falta no lance. Mas no campo tive a impressão de que houve contato entre os jogadores no lance. Simplesmente encorajei o goleiro a corrigir o erro, nada mais. Fui mal interpretado"
Apesar do pedido, Ardouin não conseguiu evitar o gol de Ruiz --mesmo tendo se adiantado consideravelmente. A partida terminou com vitória do Gent por 2 a 0.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009



Morreu um dos maiores homens do setor Público deste país: Osiris Lopes Filho.

Pra quem não se lembra, ele se negou a compactuar com aquela palhaçada da copa de 94, onde a delegação brasileira de futebol foi dispensada de pagar impostos sobre suas muambas, tendo pedido exoneração imediatamente e assim não compactuando com o absurdo que ocorreu.

"Deixou o cargo em 1994, por exigir que a bagagem do avião que conduzia a seleção brasileira de futebol, que regressava dos Estados Unidos com o tetracampeã do mundo, passasse pela alfândega. Osiris perdeu a queda-de-braço, mas ganhou o respeito e a admiração da opinião pública.

Até deixar o cargo, aumentou a arrecadação em 50% sem elevar a carga tributária. Era um crítico ferrenho tanto do aumento quanto da criação de impostos. Dizia que imposto bom era o imposto velho, aquele que tinha resistido ao tempo e às transformações econômicas e sociais." (último segundo)

Tive o privilégio de ter aula com seu falecido filho, Osiris Lopes Neto, um de meus melhores professores que morreu de uma forma estúpida e imprevisível em um acidente doméstico.

Num país onde os exemplos são escassos e muitos entram no serviço público tendo como objetivo principal se tornar milionários, se vai um de meus guias.

Que Deus te abençoe e que seu filho te receba muito bem!!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Como eu descobri que Papai Noel não existe (pelo que me lembro)

Todos lembram de uma história tocante de um irmão mais velho que fala a tocante verdade, ou de uma tia chata e metida a neo-educadora (daqueles tipos que prefere chamar as professoras de facilitadoras) que acha que o melhor é não enganar as crianças com essa ilusão ou até mesmo o velho e bom flagra nos pais botando o presente na árvore.

Mas a dolorida e triste verdade é que um primo mais velho meu ia ser papai noel; depois de já estar turbinado de cerveja (já que meu tio era distribuidor da antártica na região e o que não faltava era cerveja), deu uma sumida e e se vestiu de papai noel... só esqueceu de trocar a calça jeans, de tirar o chamativo chaveiro da alça da calça e de tirar o chinelo! :-(

É claro que as crianças mais velhas não perdoaram e logo fizeram as mais novas - eu entre elas - perceber a horrível verdade: papai noel era o meu primo!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O perdão

As coisas não são tão simples como imaginamos. Muito do que a gente diz ainda está no campo da tentativa (de se convencer). Ao menos saber o que é o certo já é metade do caminho e ter um objetivo é muito importante nas horas em que nos damos conta que não somos tão fortes quanto pensamos.
O perdão muitas vezes é tão difícil quanto é vital. Indignação, ciúme, perplexidade e fraqueza são algumas das coisas a se enfrentar e aceitar antes de chegar onde se quer.
As pessoas não costumam ter muita paciência com a dor alheia, principalmente se ela demorar mais tempo do que elas imaginam que seja o normal. 
O que não é muito importante pra gente costuma ser besteira (também pra gente), o que nossas reclamações cotidianas nos tornarem seres extremamente contraditórios.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Surpresas da Vida


Nós temos medo do desconhecido. Senão medo, um grande desconforto.

Pensando toda a evolução humana, a gente percebe que grande parte das coisas e inventos são para tornar nossa vida positivamente previsível. Estações do ano são para tornar o clima minimamente previsível; meses e horas tembém; refeições definidas nem se fala; daí podemos viajar por uma série de previsibilidades: valores de referência (como taxas sanguíneas por exemplo), previsões econômicas, registro de experiências para utilização como base para o futuro (previsões por exemplo)... tudo isso mostra nossa verdadeira fobia às coisas incertas.

Mesmo as pessoas que não gostam da mesmice, usam suas experiências e fazem uma previsão de que padrão de comportamento gerará um resultado incerto - até a incerteza, nesse caso, não deixa de ser previsível.

Com base nessa fortaleza de dados e certezas, construímos nosso cotidiano. Assim, temos as """certezas""" sempre do nosso lado, fazendo da nossa vida um mar de conforto.

Agora, o que acontece quando uma de nossas certezas ou previsões simplesmente se desmontam na frente dos nossos olhos? Quando nossos planos simplesmente desmoronam? quando algo que você considerava fato simplesmente vira uma mentira?

Das coisas mais bobas, como uma derrota no esporte, até as mais sérias, como uma apunhalada de um amigo, você fica se perguntando o que aconteceu sem que você percebesse para que aqueles resultados acontecessem.

O resultado das coisas inesperadas geralmente é o sofrimento, que em maior ou em menos grau causa uma tristeza indesejada.

É nessas horas que você pensa: o que é certo na minha vida? Porque isso aconteceu? Porque desse jeito?

É aí que você começa a vislumbrar o que realmente é absoluto: Deus!!

Por mais que dê voltas, é Deus que nos dá o conforto necessário nessas horas. Seja através de coinscidência - que dizem ser o apelido preferido Dele - ou através das pessoas que realmente gostam de você.

Passei por um momento muito difícil ultimamente: em um curto espaço de tempo as incertezas tomaram conta de mim. Dois problemas bem sérios de saúde em minha família mais próxima (graças a Deus um foi superado) e uma apunhalada de uma pessoa que absolutamente NUNCA eu esperava.

De repente quanto me julgava o mais perdido dos seres humanos, me aparece meu queridíssimo amigo Cláudio e me passa a seguinte passagem da Bíblia:

"Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa.
Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição.
Há amigo que se torna inimigo, e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas;
há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça."


Qual não é minha surpresa quando minha namorada, sem saber da apunhalada, me manda um trecho de um salmo - que não me lembro agora - que tratava exatamente do que eu estava passando no momento!!!??


Essa experiência só me provou que não podemos nos apegar as nossas certezas de forma tão intensa, simplesmente porque elas nem chegam perto do que é realmente absoluto: Deus. Ao invés de desespero, ódio ou tristeza sinto apenas paz, confiança e gratidão.


Obrigado Deus e obrigado a meus verdadeiros amigos.


"Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro." Eclesiástico 6, 14.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Aaaaaaahhhh


Tem dias em que você não tem mais paciência nenhuma para encarar o que tem pela frente e quando olha pro relógio percebe que a tarde é uma criança!!!!

Dá uma vontade de sair correndo que nem te conto.

Mas bola pra frente que atrás tem gente.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

TIPOS DE CONCURSEIROS

Abaixo, eu estudando!!!Pois é meus queridos, atualmente eu me enontro estudando pra concurso. Tenho até me saído bem, porque o que me dá vontade de ver televisão, ir pra outro lugar, ver um filme no cinema nao está no gibi.
Mas.... nesse meu período de estudo tenho me deparado com vários tipos de concurseiros, dos amadores aos profissionais. Vamos então ver alguns

TIPOS DE CONCURSEIROS (Chatos)

- A espera de um milagre - A vida não pode parar nem mudar por causa de um concurso. Já estou fazendo o favor de ir nessa merda de cursinho 2 vezes por semana. Não vou abdicar da minha micarê, do meu barzinho, do meu fim de semana!! Será muita injustiça se eu não passar, mesmo com "todo esse esforço" (aspas minhas)

- Vou ver de qualé - Paga a inscrição achando que vai surgir uma força do infinito que vai fazê-lo estudar por conta disso. Espera até chegar a semana anterior ao concurso e ver que não foi dessa vez. Muitas vezes falta o concursos pra não se decepcionar consigo mesmo.

- Eu não mereço estar nesse mundo – A pessoa se deprecia tanto que já entra derrotada. Segundo ela, ela não é inteligente, não consegue estudar, não vai entender a matéria, acha que vai cair em todos os peguinhas, não vai conseguir, não merece viver, estudar é ruim, porque não nasci rico.... (ps: me irritei escrevendo esse aqui)

- O mundo é meu concorrente – Esse aí não ajuda ninguém, nem se caiu um lápis do colega de estudos. Faz perguntas ao professor no intervalo ou no final da aula (pois se perguntar na frente de todo mundo pode ajudar os concorrentes). Se sente feliz quando alguém falta aula (essa matéria de hoje ele vai errar), e adora quando vê que alguém entendeu algo errado (vai errar no concurso). Sente que o concurso é uma batalha contra o próximo. Certamente quando passar vai ser aquele otário que quer a chefia a qualquer preço.

- Estudar é para os fracos – Estuda escondido para sustentar a mentira de que não estuda pra concurso.

- Tudo no mundo é peguinha – Esse aí tem como esporte procurar cabelo em ovo. A afirmação 2 + 2 = 4 deve ter alguma coisa errada que ele não está vendo. Ele não se conforma quando uma questão é verdadeira, e questiona sempre, mesmo que saiba que depois da explicação não vai concordar porque com o vizinho dele aconteceu alguma coisa diferente. Sua frase preferida é “na vida real não acontece assim”.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O cheiro é o de menos!!



Mulher com flatulência obriga avião a fazer pouso forçado nos EUA
da Efe, em Washington

Uma passageira que sofreu um ataque de flatulência obrigou um avião da American Airlines a fazer um pouso de emergência no aeroporto de Nashville (Tennessee) nesta quarta-feira.

Vários passageiros da aeronave --que voava de Washington para Dallas (Texas)-- começaram a sentir cheiro de fósforos queimados.

Por causa disso, o alarme do avião tocou e o piloto decidiu pousar em Nashville.

O FBI (polícia federal americana) e a Administração de Segurança dos Transportes foram acionados para o que se considerava uma situação de emergência.

Os 99 passageiros e os cinco membros da tripulação foram retirados do avião, assim como toda a bagagem, para que fosse feita uma inspeção.

Os cachorros da polícia detectaram os fósforos queimados dentro do aparelho.

O FBI interrogou uma passageira que admitiu ter acendido os fósforos para ocultar o odor de suas flatulências, e que disse ter problemas médicos.

O aviao decolou de novo, mas deixou a passageira em terra.

A American Airlines proibiu a passageira de voltar a voar pela companhia aérea.

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Duvida? Clique aqui

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Comunidades que eu tenho no orkut!!

Então gente,

a vida é um mistério cheio de sortilégios e tals, capão redondo, vida loka e etc...

tenho três comunidades no orkut, e duas que acho que as pessoas não imaginam (uma é bola cantada). Então vamos lá sem demora.

Fábio Júnior (1451 pessoas) (na imagem com a gostosíssima Mari Alexandre) - Com,unidade pra fãs do poeta brasileiro. Segue a descrição:
Se você gosta do Fábio Júnior e acha as letras dele geniais: esse é o seu lugar.Se você já quase saiu na porrada quando alguém falou mal do Fábio Júnior: esse é o seu lugar.Se você já chorou ouvindo ou cantando pai:esse é o seu lugar.Se você já se empolgou cantando "quando gira o mundo" ou "felicidade" no Karaokê: esse é o seu lugar.Se você já quebrou a cabeça tentando entender o verso "a gente é o que é / Homem ou mulher" e não chegou a conclusão nenhuma: esse é o seu lugar.Se você não fez nada parecido com isso mas já pensou seriamente em fazer: esse é o seu lugar.


Pesquisei no google imagens e só achei essa foto de cadeado em forma de h.


Jorge Del Salto (116 almas) - essa herdei do ricardo que virou um consultor sério.

Descrição: Comunidade formada por aqueles que na infância se identificavam com o orgulhoso Jorge da novela Carrossel.


Me ferrei: comprei um peugeot. (100 almas)

Essa foi feita integralmente por mim, que sofri o pão que o diabo amassou nas mãos dessa merda. E pra quem falar que é porque eu comprei versão tal, como se isso fosse aceitável: vai tomar no meio do copo, lá onde enfiam o canudinho (sem lógica mesmo, é só pra dar a entender sem precisar xingar)

Descrição: Você caiu no conto da economia de combustível?Já foi atendido por um funcionário mal treinado e mal humorado que achava que estava fazendo um favor (mesmo com você pagando)?Já se convenceu de que peugeot e cumprimento de prazos são coisas que não coexistem na mesma frase?Já esperou mais de 15 dias por uma peça (que teoricamente iria demorar 3)?Já viu que o tal de preço fixo de revisão, de fixo só tem o aumento?Já viu que as suas reclamações não dão em nada além do costumeiro "entraremos em contato com o senhor(a)"?Meu/minha amigo(a), não se desespere. Existem mais palhaç... digo, pessoas como você.O que podemos fazer?Trocar experiências, trocar de marca de carro e alertar os que não sabem da nocividade dessa marca e sobre o perigo da má escolha.Seja bem vindo(a)

E como diriam Seu (Plagi)Jorge e Anus Carolina - É isso aí!!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Ventosinha da pipoca.


Tem coisa pior do que quando a "ventosa" da pipoca cria um vácuo e empaca na sua boca?
E tenho dito.

domingo, 9 de setembro de 2007

Anamnese

Estou na sala da especialização e os médicos conversando sobre anamnese (significado abaixo). Uma colaga não entendeu e perguntou o que era anamnese, no que eu prontamente respondi:

"Anamnese são aquelas perguntas que o médica te faz antes de te falar que o que vc tem é virose"

E o pau começou a comer!!!


ps: Anamnese (do grego ana, trazer de novo e mnesis, memória) é uma entrevista realizada por um profissional da área da saúde com um paciente, que tem a intenção de ser um ponto inicial no diagnóstico de uma doença. Em outras palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

É bom saber usar antes de ter!!


(acima a foto de um pai que faz tudo que o filho quer)
Ontem eu estava pensando sobre a tal "liberdade" que a geração anterior "lutou para nos oferecer". Muitas aspas nisso aí é claro, porque até onde eu estudei a ditadura no Brasil foi como diria Roberto Campos, como a noite de núpcias de uma mulher francesa!!
Mas aí eu vejo uns saudosistas duvidosos disendo: Na minha época era melhor, na minha época a gente não tinha isso, na minha época não era assim, na minha época era assado.... e assim vai.
Aí eu pergunto: o que a maioria dos pais fizeram pra que seus filhos desfrutassem desse "mundo maravilhoso e cheio de liberdade" que tanto lutaram para nos oferecer??
Resposta: Em sua maioria: PORRA NENHUMA!!!!!
Com a sorte dos que viveram na excessão (meus pais me deram sempre muito conceito de realidade e graças a Deus me puseram limites a tempo), posso falar de boca cheia que grande parte dos meus amigos e conhecidos são hoje bons e encaminhados por mérito próprio, ou do meio, ou das influências, ou da personalidade... Tudo, menos mérito de seus pais.
Primeiro: ninguém nasce sabendo e sentindo dificuldades pelas quais não passou ou não tem noção. Sem peso na consciência nenhum, nunca chorei agradecendo aos céus pelo fato de estar comendo arroz com feijão ou uma cama e um teto sobre o qual dormir na chuva. Pode ser escandaloso para vários, mas acho o fato de viver dignamente normal. Com certeza as dificuldades dos nossos pais foram diferentes, em especial se o nível econômico foi diferente também.
A outra coisa que me deixa PUTO PARA C#$*@HO é a péssima idéia e conceito de imbecis que aplicam o seguinte: "darei para meus filhos tudo o que não tive".
Claro que vc tem que dar boas condições, mas SIMPLESMENTE DAR alguma coisa de mão beijada, sem ensinar como usufruir, sem informações, é ignorar que as pessoas são fruto de suas vivências e de seus aprendizados com as dificuldades.
Proteger os filhos do mundo, na minha opinião, é um ato de covardia. Essa gente deveria ser presa por fabricar pessoas que não prestam. Garanto pra vocês, é muito mais fácil enfrentar o mundo com a supervisão dos pais do que ser submetido à dureza do mundo de uma hora pra outra, é tornar do filho um viciado.
Pobre dos meus amigos e colegas com pais desse tipo: muitos já até morreram, afinal de contas, com 17 anos "eles - os pais - adorariam ter um carro potente, por isso tiveram a excelente idéia de dar um para o filho, porque com isso ele vai ficar/ser feliz". E eles estão muito felizes... no céu! As carências dos pais assassinam os filhos muitas vezes, e/ou os transformam em pessoas horríveis.
Claro que a gente pode fazer a analogia do carro com várias outras situações e também dizer: mas isso é amor demais, a intenção era boa!! Ok, então tome um veneninho com boas intenções, e se você não morrer a gente conversa.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

5 coisas que eu gosto

1. Chegar em casa com a minha mãe ainda acordada e conversar com ela.
2. Colocar o ponto final em algum documento que demorou muito pra ser redigido (e deu muito trabalho).
3. Olhar a cara e as reações das pessoas no cinema.
4. Olhar no segundo plano em filmes e desenhos para vercoisas que ninguém viu.
5. "descobrir" músicas bonitas.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sonhando

Quando sonho me sinto um escritor. Aquilo tudo que está lá, veio de mim: o local, as pessoas, os carros, as flores, os cachorros. Geralmente eu sou eu (como já diria Fernando Sabino, por quem sou completamente apaixonado, no sentido não-homossexual da coisa), mas às vezes eu sou mais do que eu (Olha o Fernandão aí de novo). É meio estranho ser mais de uma pessoa, mas com o passar do tempo você vai aceitando isso com naturalidade (no mundo dos sonhos, que incrivelmente e nesse sentido, também pode presenciar pesadelos).

Digo que me sinto como sendo um escritor porque não faço a mínima idéia do que vai acontecer no sonho. Evito sonhar com coisas muito boas também: meu cérebro é estraga prazeres – me acorda na melhor parte). Já tentei escrever um romance (só pra mim naturalmente, o mundo na merece aturar minhas pretensões) e posso adiantar uma coisa: é horrível não poder controlar os personagens. Geralmente aquela personagem safada, que você tenta fazer desaparecer a todo custo, é quem mais se destaca. E o “pobrezinho sofredor”???? To fora, síndrome de Cirilo não é comigo. É triste também, ver a falta de dignidade do “herói” da história: Larga essa mulher rapaz, só está te cozinhando!! Infelizmente no final ela se apaixona por ele e ele perdoa (imperdoável). Na verdade gosto de clichês, porque tentar fugir deles:

1 – Ou é um clichê.

2 – Ou é uma forçada de barra tão grande, que seria preferível o clichê.

Bem, pra usar um clichê: Fui!!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Sacrifício

É impressionante como atualmente a gente cai na armadilha da "ausência de sacrifício". Então por termos acesso a qualquer tipo de informação pelo computador, deixamos de nos informar porque podemos "fazer depois", o controle remoto nos torna intolerantes com a mínima chatice ou defeito de um programa, o diet e o light nos faz querer - e achar - que vamos comer muito sem nenhuma consequência, o ficar nos faz achar que teremos o melhor de dois mundos: o do solteiro e o do comprometido, e assim por diante...
Mas sabe de uma coisa?
Como já diria o professor Marins, não se pode comer o bolo e ficar com o bolo. A nossa ausência de sacrifício nos faz ser pessoas fracas e sem estrutura para enfrentar os problemas, por mínimos que eles sejam.

domingo, 15 de julho de 2007

Porque não devemos nos vingar dos criminosos.

Acho que quem me conhece a algum tempo já sabe o quanto me irrito quando me vem alguem com aquela opinião já formada do estilo "preso tem é que sofrer mesmo!!!". Talvez porque tive contato com a realidade das prisões - trabalhando na defensoria - vi o quanto é importante a tentativa de recuperação dos presos. Até porque, um dia eles vão sair, e acreditem, é muito melhor que eles não saiam revoltados com o mundo, porque é com você e seus familiares que ele vai passar a conviver aqui fora.
A notícia abaixo, mostra a ponta de um iceberg que é a recuperação de presos. Cadeia não é vingança, é recuperação.
"Cine xadrez" aproxima presos rivais no Rio de Janeiro

MÁRCIA BRASILda Folha de S.Paulo, no Rio
O que parece ficção --a convivência pacífica entre facções rivais do crime no Rio-- começa a ocorrer em uma carceragem de delegacia da Baixada Fluminense graças ao cinema, à música, à literatura e à poesia.
Nos últimos quatro meses, quinzenalmente, a cadeia da 52ª Delegacia de Polícia, em Nova Iguaçu, tem se transformado no "Cine Clube 52ª", em que documentários, filmes e curtas-metragens são exibidos, seguidos de palestras e shows ao vivo, para cerca de 300 detentos à espera de julgamento.
Os presos integram, em sua maioria, duas facções inimigas de morte em todo o Estado: o CV (Comando Vermelho) e o TC (Terceiro Comando).
Eles se espremem em dois galpões de 70 m2. Tráfico e assalto a mão armada são os crimes mais freqüentes que os levaram até ali. Não há registro de rebeliões ou confrontos na delegacia neste ano.
Embora as exibições de filmes sejam separadas nos dois galpões, as diferenças entre rivais vêm diminuindo e, em alguns casos, há até aproximações por conta das atividades.
Situada em Nova Iguaçu, onde há pouco mais de dois anos 29 pessoas foram assassinadas na maior chacina da história do Rio, a revolução no cárcere é fruto de parceria entre o delegado-titular, Orlando Zaccone, e artistas como o músico Marcelo Yuka, o rapper BNegão, Tico Santa Cruz (vocalista dos Detonautas), além da Companhia do Cinema Barato.
O projeto, chamado de "Carceragem-Cidadã", não se restringe ao cinema e aos debates. Na delegacia também foi criada uma biblioteca com ao menos mil livros. Ali é editado um jornal feito pelos presos, "O Sol Quadrado Também Brilha!".
A geração de renda entra como um componente fundamental nesse processo de transformação. As "quentinhas" em que são servidas as refeições viraram fonte de recursos, com a venda das embalagens para reciclagem. A renda é gerida pelos presos e vai para uma "caixinha" que ajuda a comprar material de limpeza, de higiene pessoal e se destina, principalmente, para aqueles que não têm ajuda da família.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, apóia a iniciativa do delegado Zaccone.
"Eu tenho dito sempre que segurança pública não é só responsabilidade da polícia. Tem que contar com a participação da sociedade e de outras instâncias do governo. Um exemplo é o esforço do delegado de Nova Iguaçu. Esse trabalho ultrapassou as paredes da delegacia. É assim que as coisas têm que acontecer para dar certo."
No cineclube, os presos já viram filmes como "Pelé, Eterno", documentário sobre o jogador, "Cafundó", de Paulo Betti e Clóvis Bueno, sobre um tropeiro e ex-escravo do século 19, "Click", uma comédia americana, e "Bezerra da Silva - Onde a Coruja Dorme", documentário de Márcia Derraik e Simplício Neto.
Clima sombrio
Na "ante-sala" da carceragem, o normalmente clima sombrio de uma unidade policial ganha ares de biblioteca. Estantes de ferro repletas de livros que vão dos clássicos da literatura até os de auto-ajuda, passando pelas mais diferentes edições da Bíblia e do Código Civil, deixam o corredor bem mais leve e colorido.
Na carceragem da 52ª há um ano e um mês à espera de julgamento pela acusação de assalto à mão armada, Davidson Pereira Farias, 24, faz elogios. "O que eu quero mesmo é sair daqui. Sinto muita falta da minha família. Mas, enquanto espero, é muito bom assistir a filmes e ter contato com o mundo lá fora, com gente diferente. Quando tinha liberdade, eu gostava de ir ao cinema", afirma.
Perguntado sobre o que pensa do trabalho de Marcelo Yuka, que ficou paraplégico em meio a um crime semelhante ao do que é acusado, Farias abaixa os olhos. "Acredito que as pessoas boas e as que conseguem perdoar existem. Ele [Yuka] é uma delas. É muito bom receber ajuda dele."
Com um exemplar de "A Relíquia", do escritor Eça de Queiroz, Antônio José dos Santos, 38, diz que as manifestações culturais lhe deixam confiante. Ele está sendo julgado sob acusação de tráfico de drogas.
"Estou aqui há quatro meses e essas atividades me deixam com esperança de que logo estarei de volta para casa. Gosto muito de ler e fiquei surpreso quando vi que a carceragem conta com uma biblioteca. Estou sempre lendo. A música também dá ânimo. Seria muito bom se todos os dias fossem movimentados como hoje", diz.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Cadeira de chefe


Retirado de http://www.abobra.blogger.com.br/2004_02_01_archive.html



A Cadeira de Couro

baseado em fatos reais


- Eles vão lhe dar um presente, quando anunciar sua promoção. Não aceite. Eu só posso dizer isso. Não aceite, em hipótese nenhuma !


As últimas palavras de seu pai Constantino, ficaram marcadas em seu pensamento, foi o último conselho dado segundos antes de falecer sobre o seu leito no hospital. Constantino era um dos sócios da Aveltron Telecomunicações, seu filho herdara a mesma garra nos negócios utilizada por seu pai durante os 50 anos que trabalhou na empresa. Seu pai tinha uma faro para oportunidades, uma alma empreendedora, um guru na gestão de novos produtos, graças a Constantino, a Aveltron era uma das maiores empresas na área de soluções em Telecomunicações na década de 80 e seu filho carregava agora sozinho, essa carga de responsabilidades. A missão de tirar a Aveltron na eminente falência.


Chegou o dia da tal promoção exatamente 10 anos depois do falecimento de seu pai, durante todo esse tempo Frederico trabalhando em cargos de pouca importância , viu a empresa que seu pai construíra se fragmentar aos poucos, todos os dias nesses anos, sem poder fazer nada para reverter o quadro decadente. Estavam todos na suntuosa sala de reuniões, todos os executivos da empresa a espera de Frederico. As palavras de seu pai gritavam em sua mente enquanto ele entrava no recinto: "Não aceite o presente. Não aceite o presente". A sala era ampla e suas janelas davam de frente para o oceano Pacífico , nada comparado as outras pequenas janelas distribuídas em outras repartições da empresa, onde os funcionários menos remunerados tinham que se contentar com a vista poluída de prédios onde os raios solares raramente davam a graça. Mas na ala sul do edifício onde ficavam as salas dos executivos e da presidência, foram projetadas com grandes janelas panorâmicas bem iluminadas pelo sol e uma da melhores vistas da cidade. Podia se ver toda praia de Balinu com o sol refletido sobre o mar, as garotas com seus trajes de banhos e surfistas brincando em suas ondas colossais. Podia ficar horas e mais horas contemplando sua paisagem, mas tal benefício eram guardados apenas pelos endiheirados da Aveltron.


Dentro da sala, havia uma grande mesa de reunião de madeira nobre e as paredes eram forradas com quadros de seus antigos presidentes. Eram 15 sócios presentes na reunião , contando o presidente e seu vice-presidente. Em outra cadeira distante, uma secratária executiva e dois copeiros de uniforme que traziam de café até as mais caras bebidas. Todos os sócios com seus ternos caríssimos de grifes francesas e italianas, mantinham uma pose fria, todos tinham carros importados e vagas reservadas no estacionamento para seus carros de luxo. Mas nas suas caras, se via olhares de desespero, porque a Aveltron estava mal das pernas e acreditavam que Frederico carregava consigo uma solução para reverter o delicado processo. O Presidente acreditava que o espírito de Constantino estava agora com seu filho. E estava mesmo.


- Frederico, como foi desejo de seu pai, até que você adquirisse maturidade e pelo destaque que vem tendo entre os funcionários da Aveltron, decidimos lhe entregar o cargo de Diretor Executivo da empresa. Como é conhecimento de todos, a empresa está perdendo mercado para os concorrentes. Infelizmente não estamos conseguindo desenvolver um produto de qualidade, estamos lhe entregando todos os poderes para nos ajudar reverter esse processo de decadência em nossa empresa. Faça o que for preciso. - disse o presidente


Frederico fez um discurso breve de agradecimentos, tentando levantar a moral dos executivos. Foi aplaudido de pé com suas palavras, alguns até soltaram lágrimas quando o filho usou as palavras do pai


- Meu pai dizia, "Use a sua percepção. Olhe e análise tudo ao seu redor. Utilize da criatividade e as coisas acontecerão"


Foi aplaudido novamente. Parecia que ali na frente deles estava o velho Constantino. Então o presidente disse:


- Como é uma tradição na Aveltron, sempre que promovemos um novo executivo, lhe damos de presente uma cadeira de couro, para usar em sua nova sala. - a secretária veio então arrastando pelas rodinhas cromadas a formidável e suntuosa cadeira de couro. Tinha um encosto para a cabeça e apoio acolchoado para os braços, toda preta do mais caro revestimento. - Essa cadeira representa agora o poder que você tem na Aveltron.


Frederico olhou para a cadeira, e seu coração batia forte. Era o trono da soberba, da desgraça corporativa, aquela cadeira de couro era o símbolo da destruição da Aveltron.


- Não posso aceitar essa cadeira. Essa é a minha primeira atitude como Diretor Executivo da Aveltron.

- Deixa de ser bobo Frederico. É só uma tradição. - disse um outro executivo

- Existe algumas coisas que tem que ser mudadas na Aveltron. Prefiro minha cadeira de digitador.


As palavras de Frederico, fizeram os executivos suarem frio. Pensavam: "Seria ele um anarquista ? Como ousa quebrar uma das mais antigas tradições da empresa ? O presidente sem palavras, mandou a secretária recolher a cadeira, ele mesmo fora amigo e confidente de Constantino, parecia que o próprio estava ali a sua frente, incorporado no próprio filho, criando polêmicas e levantando discussões.


- E mais uma coisa. Não quero que minha sala tenha paredes e portas maciças de madeira, quero que as pessoas me vejam lá dentro. - falou olhando nos olhos de todos que ali estavam


Todos riram de Frederico, não acreditando em suas palavras. Mas ele continuo sério e inquieto. E foi isso que aconteceu, as paredes de sua sala foram trocadas por paredes de vidro, onde todos no andar podiam ver a claridade do sol que vinha por trás de Frederico, e o mar que repousava no horizonte. A popularidade dele entre os funcionários ficou calorosa. Um dia ele fretou vários ônibus num horário de trabalho e levou todos para uma seção fechada de uma sala de cinema no meio da tarde de serviço. Os executivos ficaram furiosos, e suas reclamações foram levadas ao presidente, que não deu importância. Todas as semanas seguintes algo de novo na empresa, um almoço improvisado num parque, pizzas no fim de tarde, café de manhã dentro da empresa. Então um grupo de executivos veio a sala do presidente vociferando acusações:


- Presidente, o Frederico está utilizando nossas reservas monetárias para alimentar a algazarra entre os funcionários. As sextas-feiras ele tem vindo de bermuda e chinelo para a empresa. E alguns funcionários antes que usavam trajes sociais, agora andam pelos corredores com as mesmas roupas que se usa quando vão aos supermercados ou parques. ¿ gritou um


- E esses gastos extras com atividades fora do escritório que agora são semanais ? Nossos contratados perdem horas em atividades recreativas, onde poderiam estar na empresa produzindo. E o pior, fui informado de funcionários que estão trabalhando em casa, para ficarem perto dos filhos. - gritou outro


- Se o senhor não tomar uma providência , não conseguiremos sair desse buraco que nos cerca. - concluiu outro


O presidente paciente ouviu todas as reclamações e depois calmamente falou:


- Entendam ! Ele consegui enxergar a raiz de nossos problemas. Durante todos esses anos tratamos o funcionário como uma ferramenta mecânica. Ele está provando que nosso maior bem é nosso funcionário, se não o tratamos bem, então nossos produtos não são tratados com o devido carinho. - então levantou de sua cadeira e disse com determinação - Senhores, a empresa está mudando, e o reflexo disso está nas vendas que aumentaram 20 % nos últimos meses.


Todos os executivos colocaram paredes de vidros em suas salas, todos os funcionários tinham acesso a informações apenas reservados as gerências. Foi dado cotas de ações da empresa para todos os funcionários, independente da hierarquia. Quando a empresa tinham ganhos acima das metas, então era repartido entre todos. Os executivos, diretores e gerentes perderam as vagas reservadas no estacionamento, agora eles eram tratados com o mesmo nível que era dispensado ao colega de menor hierarquia. Aquela enorme e suntuosa sala de reunião, apenas utilizada pelos figurões da empresa, foi transformado em uma sala de jogos e bate-papo. Os copeiros agora ofereciam café, chás e pães aos funcionários que no intervalo de suas atividades relaxavam sobre as cadeiras de couro distribuídas perto das enormes janelas que traziam toda a claridade e formosura do Pacífico banhando as praias de Balinu.


Frederico então conseguiu o cargo de seu pai. Foi convidado a ser presidente da Aveltron, que voltará a ser uma das gigantes no seu setor de atuação, graças a funcionários estimulados e valorizados.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Telefones e preferências


Hoje pensei em uma coisa e fiquei "peispléxico":


As pessoas dão preferência ao telefone do que as pessoas que estão do lado delas. Pode perceber, geralmente quando você não vê uma pessoa a um tempão, e então se encontra com ela por acaso, ou mesmo combina de sair; é dito e feito: a preferência vai ser do celular. Sempre que ele tocar, você pode estar no melhor do papo que não tem conversa: ela vai atender e possivelmente passar um bom tempo papeando e dando a preferência para quem não está ao lado.


É claro que existem várias desculpas para isso:


- Se fosse você eu faria o mesmo.

- É uma coisa muito importante.

- Estava esperando uma ligação.

- É rapidinho.

- Vou atender porque pode ser uma emergência.

...


Mas até as desculpas sinceras, nunca passam de desculpas.