quinta-feira, 10 de julho de 2008

Aaaaaaahhhh


Tem dias em que você não tem mais paciência nenhuma para encarar o que tem pela frente e quando olha pro relógio percebe que a tarde é uma criança!!!!

Dá uma vontade de sair correndo que nem te conto.

Mas bola pra frente que atrás tem gente.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Toda diferença será castigada --> a dificuldade de escapar de um clichê.

Acima, patinho servidor público tenta convencer os patinhos que se acham superiores a ajudar a mudar a lagoa.


Tem uma frase em uma música que se chama Marcianos invadem a terra, com um trecho que acho dos mais marcantes: “existem muitos formatos, que só tem verniz e não tem invenção, e tudo aquilo contra o que sempre lutam, é exatamente tudo aquilo que eles são”.

Comecei o dia hoje (e terminei o de ontem) pensando nisso. Por mais tolerantes que se achem as pessoas, elas tendem a ter horror às diferenças. Desde futebol na mesa de bar até as diferenças políticas e de concepções profissionais, isso se afirma e prova ser a regra – que algumas vezes é confirmada pelas poucas exceções que surgem.

Hoje em dia a maneira pregada para se mudar as coisas é: abandone-as.

Você não está satisfeito na Igreja?
Muda para outra!!!

A outra não é legal ou o Padre / Pastor falou algo que você não gosta?
Vá para outra!!!

O(a) namorado(a) falou algo que você não concorda ou demonstrou uma falta de cultura imperdoável?
Abandone, pois a fila anda.

O serviço público é uma merda em todos os lugares em que você foi atendido?
Nunca seja um servidor público, porque não é você que vai mudar isso (graças a Deus Roberto Campos não pensava assim)

O que percebo é que se vive uma cultura do Big Brother (como já diria o Pe. Léo SCJ). Se você não gosta elimine!! É mais fácil e indolor.

Ocorre que isso leva a algumas dificuldades e dilemas éticos (devidamente eliminados pelos adeptos da cultura BBB).

Como fica a pessoa usada? Dane-se, é mais uma piranha que peguei.

Como fica o serviço público sem ninguém que realmente queira ser SERVIdoR público? Isso não é problema meu, estou muito ocupado reclamando do governo para pensar nisso.

Tenho amigos que parecem aquelas velhinhas que vão ao mesmo banco a 40 anos e a 40 anos ficam reclamando que a fila é demorada sem fazer nada. Eles reclamam demais do jogo mas não querem entrar pra jogar. Reclamam demais que o serviço público é uma porcaria, mas se acham bons demais para desperdiçar seus prestimosos talentos tentando mudar as coisas lá de dentro. Acham que as 12 horas que trabalham dentro de suas empresas particulares – que exigem metas desumanas – valem mais do que as 12 em que MUITOS do lado de cá trabalham recebendo, muitas vezes, ameaças e punições por trabalharem de forma honesta e correta. Acham um absurdo a corrupção no serviço público enquanto não vêem problema nenhum dar uma ajudinha para as coisas andarem mais rápido para agentes públicos (e assim criam uma demanda por corrupção).

Creio que as coisas têm dois lados. A ausência completa de estabilidade torna qualquer pessoa uma potencial refém da politicagem, mas a estabilidade acima de tudo é um criadouro de vagabundos. Tão difícil quanto ver um vagabundo escorado no serviço público, é ver um demitido que não cumpriu uma meta intangível (sendo que os que não foram demitidos, venderam badulaques para todos os pais, tios e amigos que conheciam). Quantas pessoas já não me falaram que para pegar empréstimo em banco foram ““““convidados”””” a comprar títulos de capitalizarão!!! Infelizmente eu não consigo aceitar que: é assim mesmo, não tem jeito.

Aliás o fator desumano da iniciativa privada é alvo de uma relação de amor e ódio, que parte dos empregados. Quando estão sofrendo as conseqüências desse fator, ele é desumano. Quando vão justificar porque são melhores do que os mortais comuns, ele é dignificador. Quando existe um fator desumano que impera no serviço público, parecem crianças com inveja do doce alheio, dizendo que o sofrimento deles é “maior mais bonito e mais gostoso”.

Quando você é criado acreditando que político = desonestidade e servidor público = vagabundo, fica difícil ir contra a maré e realizar as mudanças de lá de dentro, pois até mesmo seus amigos e muitos de seus familiares vão te acusar das mais diferentes coisas.

Mas toda mudança gera uma resistência. Até nas leis da física a regra é a estática.

Você quer ter seu defeito jogado na cara? Tente melhorar.
Se você não se veste bem e tenta mudar isso, todos vão tirar sarro e tentar achar a razão humorística para aquilo.
Se você sempre chega atrasado e resolve ser pontual, nunca as pessoas falarão tanto de como você é atrasado.

Mas isso é motivo para não mudar? De jeito nenhum!!

Lembro da minha chefe (exemplo de servidora pública, que pode dar aula para muitos monarcas do setor privado por aí no quesito competência e que conseguiu quase quintuplicar a produtividade no setor, aproveitando a competência dos funcionários que comandava) me dizendo que sempre que chegava às 07:30 da manhã para trabalhar, tinha orgulho de que as pessoas a vissem usando o crachá da instituição e assim, ajudava a destruir o estereotipo de servidor vagabundo e folgado. Da mesma forma eu me sinto quando saio às 23 daqui ou quando resisto a tentação do “Happy Hour” porque tem muito trabalho acumulado.

Trabalho demasiado aliás, causado em grande parte pelos heróis da iniciativa privada, que se desiludem com a injustiça do mundo coorporativo, ou que não vivem dias de rei da selva por três metas imbatíveis seguidas e que fazem concurso para “ficarem sossegados”. Ou também pelo fato de que os bons são convencidos pelos medíocres que o setor público não tem jeito e que o correto é ir para o privado trabalhar loucamente e nas horas vagas ficar reclamando do governo.

Assim como alguns anestesiam a consciência doando R$ 30,00 para o Criança Esperança e tecem o mantra da culpa não é minha, muitos não querem ter nada a ver com isso que está aí, e acham que a saída está na contribuição para campanha eleitoral juntamente com o famosos eu tenho um amigo que trabalha lá. A cervejinha pro guarda ou a propininha pra agilizar as coisas não tem nada a ver com a situação do Brasil, acham eles.

Muitos se menosprezam tanto, que acham que não vão poder mudar nada. Esquecem que uma grande mudança é antecedida de várias pequenas mudanças. Que você pode começar a mudar a imagem do serviço público, simplesmente atendendo o telefone de forma decente ou respondendo e esclarecendo dúvidas de forma satisfatória. Que pode conscientizar as pessoas de diversos modos, e principalmente, que pode fazer algo além de reclamar e menosprezar quem não é igual a você.

Foi o Ricardo Kotcho que tendo contato direto com o poder, viu que não existia muita diferença nas posições das pessoas e sim em seu caráter. Seguindo essa lógica, qual a diferença entre uma pessoa anti-ética de direita ou de esquerda? Ou um desonesto servidor público ou liberal? De um pedófilo sacerdote ou ateu?

Na minha opinião, nenhuma. Até porque um Advogado, Economista, Diplomata, Político ou Banqueiro quando cometem um crime, deixam de ser o que são e passam a ser bandidos, pura e simplesmente.

Os honestos e trabalhadores que ficaram e enfrentaram o conceito formado das pessoas certamente concordarão comigo: pior do que as críticas injustas é a falta de ajuda dos que, por aceitarem como verdade absoluta o clichê sobre o funcionalismo público, cruzam os braços e não fazem nada para mudar as coisas, no campo onde podem (e devem) ocorrer as mudanças.

Basicamente, tudo aquilo contra o que sempre lutam é exatamente tudo aquilo que eles são.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Só pra constar

Felipe Chad ainda mantém a censura em seu Blog. Mais dois comentários ignorados.
Espero que ele não tenha sido hipócrita a ponto de assinar o manifesto contra a censura ao CQC no Congresso Nacional, pois está fazendo a mesma coisa.
E tenho dito.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pombas desrespeitosas!!


Tenho a impressão de já ter escrito sobre isso, mas tenho percebido que as pombas estão desrespeitosas.
Quando eu era criança bastava um discreto virar de pescoço pra que elas saísse voando desesperadas com a possibilidade de morte iminente que aquele gigante de 5 anos trazia em seus pés. Tenho até a leve impressão que as penas delas ficavam suadinhas, ante a trágica possibilidade de deixarem seus ovinhos ao Léo naquele trágico e cruel mundo de então.
Mas hoje.... quanta diferença!!! Elas se adaptaram rápido ao nosso pacifismo. Muitas nem se desviam do caminho pelo qual você passa e, pior(!!!), quando voam fazem de uma forma desdenhosa e preguiçosa, que nunca passa dos 10 cm de altura e de deslocamento.
Além disso, sempre fazem questão de deixar uma marca de seu desprezo em nossos carros, de uma forma que o sinal de desafio só saia com uma boa lavagem.
Qual será o próximo passo? Vão eleger um candidato a deputado estadual? Vão continuar fazendo atentados suicidas nas turbinas de avião?

Estou aguardando!!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Leadbelly




22/08/2003 - 04h34
Folk de Leadbelly empresta voz à arte vinda das penitenciárias
GUILHERME WERNECK
da Folha de S.Paulo
A atração pela música original criada dentro das prisões tem início bem antes do surgimento do rap. Um artista central para a divulgação dessa música que combina desespero e esperança é o americano Leadbelly.
Descoberto pelo folclorista John Lomax e por seu filho Alan, em 1933, em uma prisão estadual da Louisiana, Huddie "Leadbelly" Ledbetter é um dos primeiros cantores de blues a cativar um público branco, já nos anos 30.
Mais tarde, seu blues influenciou boa parte da geração de roqueiros e músicos folk dos anos 60, de Bob Dylan a Rolling Stones.
Uma das melhores compilações de canções de Leadbelly, "Take This Hammer", quinto volume da série "The Secret History of Rock & Roll", chega agora ao Brasil.
O disco reúne 26 faixas gravadas em 1940 para a RCA, em dois grupos de canções. O primeiro compila faixas em que o cantor é acompanhado pelo grupo vocal Golden Gate Jubilee Quartet. O interessante do encontro é a contradição entre o cantor marginal e um grupo de relativo sucesso, que se apresentava de smoking para platéias brancas. Mas o casamento dos dois é sublime e produz uma das melhores gravações do clássico "Midnight Special".
O segundo grupo de canções reúne gravações solo do cantor, acompanhado somente por seu violão. São folk blues de Leadbelly e canções tradicionais, em interpretações antológicas.
Remasterizado com capricho, o álbum é essencial para quem ama o blues e o folk.

Felipe, suas censuras e ameaças!!

Acima Fela observando seu animal favorito: a borboleta.

O senhor Felipe Chad está cersurando meus comentários no Blog dele, com um papinho fraquíssimo de que "não sabe aceitar os comentários".

Mas é até bom, pois isso só confirma a certeza que guardo de que ele tem medo do debate. Logo uma bicha pessoa que se diz liberal pratica a censura? Acho que o liberal dele deve ser em um sentido não político!!

Aliás, gostaria de deixar claro para ele que não vou me curvar diante das ameças que ele tem me mandado por e-mail. Abaixo vocês verão a foto que ele tirou para me ameaçar, fazendo um sinal de gangster do rap que significa:
"eu vou te matar se você continuar me denunciando dessa maneira tão abrangente e sincera. ps: eu confesso, gosto de homens mesmo, e daí?"


Foto-ameaça em que felipe faz um sinal gangster muito peculiar de sua gangue em San Francisco/EUA

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mara Maravilha, a abortista do capeta!!!


Sabe a Mara Maravilha, aquela apresentadora infantil que esta inve$tindo no mercado gospel. Aquela que vc se encanta quando lê no site dela:

"Mara passou um período gravando novos trabalhos e ampliou ainda mais o seu público ao conquistar definitivamente o mercado gospel, adulto e infantil. Em 2002, foi lançado o livro “As Maravilhas que Deus faz por mim”, sendo um grande sucesso de vendas por seu conteúdo que conta a biografia de sua carreira, testemunho de conversão, mensagens bíblicas e de auto-ajuda, escritas por Mara."

Pois é, ela lançou uma biografia intitulada "as maravilhas que Deus fez por mim", mas parece que esqueceu alguns pequenos fatos.

Ao ver essa notícia aqui, eu fiquei um pouco mais discrente com a humanidade.

O que pensar de um ser humano que se diz contra o assassinato aborto e solta uma dessas:

"Não sou a favor do aborto, é uma vida ali, mas na época não convinha para mim ter um filho. Eu nem gostava dele e tive medo da minha mãe".

E ela ainda cobrou R$ 50.000,00 para contar mais segredos, ou seja, assassinar uma pessoa nem foi o erro que considera mais relevante. Se a mãe dela tivesse abortado eu não teria que ler tanta besteira.
Tô com o Te dou um dado?:

"Após essa reflexão, começamos a pensar no que realmente importa: Quais segredos Mara Maravilha ainda esconde?Porque se ela já assumiu que foi uma jovem muito desequilibrada, foi presa por agredir uma menina, foi expulsa de um avião, já pensou em se matar e já abortou, não sobra muita coisa né? Orgia com o grupo Polegar? Dedada no Gugu? Alguém paga esses 50 mil logo..."

Update: alguns """"corajosos"""" comentaram em protesto pelo post. Mas pelo menos em uma coisa eu tenho que concordar com eles: apoiar a Marinha do aborto Maravilha é vergonhoso, e eu não tiro a razão deles se esconderem. Talves se alguém oferecer R$ 50.000,00 (cinquenta mil) eles se assumam, já que são da escolinha da Mara!

Dedinhos!! Anta!!


Faz tempo que não posto nada do Mário Prata aqui né? Mas relendo o blog eu pude o ver o quanto ele é bom. Então aqui vai mais um trechinho:


ANINHA DE FRANCESCO, criança (Jundiaí, 1986)
Tinha dois anos e meio, cabelos cacheados loiros, olhos azuis. Olavo Bilac diria que era uma boneca. Foi quando a Cíntia, a mãe, minha cunhada, casada com o Moreno, irmão da Luciana De Francesco, resolveu cortar um pouco daquele cabelo. Pegou uma enorme tesoura que apavorou a indefesa criança.
A Aninha, aterrorizada, sai correndo pela casa e a mãe atrás, com a tesoura. Depois, com muito jeito, foi explicando.
- Não dói, filhinha. São só dois dedinhos, prometo.
A menina, chorando, abre as mãozinhas trêmulas, olha para os dedinhos:
- Quais?


ANTONIO PRATA, estudante (São Paulo, 1984)
Fiz uma besteira qualquer e ele, com sete anos:
- Pai você é uma anta!
Fiquei olhando praquele pirralho.
- Ah, é? E filho de anta, o que é?
Pensou dois segundos e respondeu:
- Antonio!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Corinthians Vice, depois de cantar vitória.

Um jogo violento, dirigentes de ambos os lados fazendo absurdos e imbecilidades tais como torcida fazendo barulho para o outro time não conseguir dormir, marcaram a final da copa do Brasil, que teve o Sport como merecido Campeão.
Como li agora a pouco, o Craudio é adepto das sacanagens futebolísticas, então fiz um quadrinho extremamente tosco para realizar uma homenagem.

Chupa bala que é doce, e por favor, leve na sportiva.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Achem as criancinhas!!


Ontem descobri que tem uma hierarquia pra doação de órgãos. Além da urgência, são vistos fatores como tabagismo, alcolismo, comunismoobesidade...
Então proporei que nas contas de energia elétrica, cartazes e propagandas de TV exista também uma hierarquia para atender a demanda.
Crianças fugitivas seriam equivalentes aos tabagistas, ou seja, ficariam lá na rabeira da fila. Se fugiu, certamente foi de algo; dá o espaço pra uma mãe mais desesperada.
As mais novas teriam priodirade, porque crescem rápido e tem mais dificuldade de se virar sozinhas e lembrar de detalhes.
As criancinhas feias também teriam prioridade, porque as pessoas tem má vontade com as crianças feias e certamente o reencontro com as famílias deve demorar mais.
Vivo olhando na conta da CEB as criancinhas pra ver se acho uma. O detalhe que mais me chama atenção é que elas são azuis ou pretas e brancas, ou seja, fáceis de se identificar.
Fica aí o recado: sempre que ver uma criança azul na rua, chame a polícia porque com certeza ela é desaparecida e já foi impressa na conta de Luz!!